Conformidade da biblioteca javascript com as especificações ECMAScript

Trataremos nesse artigo da conformidade da nossa biblioteca javascript com as especificações ECMAScript. Sendo de caráter técnico, torna-se menos palatável para o gestor menos afeito aos seus tecnicismos. Ainda assim, decidimos publicá-lo, por trazer à luz aspectos importantes do processo de desenvolvimento, que afetaram significativamente o ciclo de vida do projeto e contribuiram significativamente para o resultado final obtido.

Estabelecendo as bases

Ao iniciarmos o desenvolvimento desse projeto, em dezembro de 2014, decidimos utilizar o javascript puro, como mencionamos no tópico Arquitetura. Naquele momento, a linguagem vivia sob a égide da especificação ES5.1, publicada em junho de 2011, que já havia sido plenamente incorporada aos navegadores, e vivíamos felizes “para sempre”. O interessante artigo The Complete ecmascript 2015-2017 Guide nos apresenta a evolução das especificações da linguagem na linha do tempo.

Publicação da ECMAScript 6 (ES6)

Em junho de 2015, entretanto, a nossa “felicidade” é afetada, quando ocorre a publicação da sexta edição da linguagem. Inicialmente conhecida como ECMAScript 6 (ES6), foi renomeada posteriormente para ECMAScript 2015 (ES2015). Essa edição resolveu antigos problemas e incorporou melhorias siginificativas. As melhorias introduzidas alteraram, em última análise, a forma como o programa utiliza a memória e consequentemente no desempenho da solução e seus tempos de resposta. Até aqui, entretanto, os navegadores ainda não haviam incorporado suporte para essas mudanças.

Extensão do suporte dos navegadores às novas funções

Os navegadores somente viriam a suportar integralmente as novas funcionalidades do ES6 a partir de meados de 2017. Observe a Tabela de Compatibilidade ECMAScript atualizada. A partir desse momento, pudemos então iniciar a revisão de todo o nosso código e, naturalmente, tivemos que retestar toda a aplicação web.

Independência Tecnológica

Esse episódio foi importante para validar a nossa decisão inicial de utilizar o javascript puro. Dessa forma, obtivemos um grau de controle mais eficaz sobre o alinhamento da nossa solução com o estado da arte do desenvolvimento web. Isto facilitará a incorporação de eventuais futuras melhorias, por não dependermos da atualização da framework de terceiros.

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